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Cometa...
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Liberto das alturas - vagabundo
das plagas do infinito mais ignotas,
- descrevendo parábolas, nas rotas,
vais rasgando este azul de mundo em mundo...

Quando passas, o céu todo, desbotas,
com teu facho de luz forte e profundo...
Do "nirvana" do além, certo e oriundo,
- das idades primeiras, mais remotas...

Começas a viver onde eu termino.
Os mistérios do Cosmos, teu destino
já desvendou nos múltiplos aspectos...

Viandantes do éter frio das esferas,
meus avós, tu já viste em velhas eras
e em novas eras, tu verás meus netos!...


 
( Soneto   de  J. G . de  Araujo Jorge 
   do livro " Meu Céu Interior " - 1934) 


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