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" Imortalidade "
(
A Joaquim Ribeiro- 1940)
E a pedra veio rolando da montanha para o lago...
Depois as ondas foram crescendo,
crescendo e diminuindo
até que morreram na imobilidade
da água que parou dentro de si mesma ...
Eu vi no espelho do lago a face do Tempo...
Vi homens caindo como pedras
e ouvi ruído de quedas!
E compreendi, olhando os círculos que se formaram
e se apagaram,
a efêmera ilusão dos homens e das pedras
que imaginam deixar sobre a face das águas
ondulações eternas, que se ampliam . . .
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Pedra que vem rolando e para o fundo vai,
eu sei bem que só existe uma imortalidade:
a da face que ri
quando uma pedra cai! . . .
( Poema de JG de Araujo Jorge - do livro
" O Canto da Terra " 1a edição - 1945 )
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