
![]()
*****************************************
" Os Dois Choros "
E de repente se encontravam
os dois extremos
de uma mesma teia,
- ali estavam
a Vida e a Morte,
parede-e-meia.
( No dia 1o
de junho de 1961, J. G. velava, com
parentes, na Capela
do Hospital dos Marítimos, o corpo
de seu cunhado e amigo Manual
Pereira Rego, quando, imprevistamente,
numa dependência ao lado
nasceu uma criança, cuja mãe tinha sido recolhida em caráter excepcional,
pela Ambulância do Hospital. Este poema foi
escrito nessa ocasião. )
(Poema de JG de Araujo Jorge - do livro
" Cantiga do Só " 2a edição 1968 )
*****************************************