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"
Os Dois Choros "

   

E de repente se encontravam
os dois extremos
de uma mesma teia,
- ali estavam
a Vida e a Morte,
parede-e-meia.


(  No  dia  1o   de    junho  de  1961, J. G.  velava,  com   parentes,  na  Capela
do    Hospital  dos  Marítimos,  o   corpo   de   seu  cunhado e amigo Manual
Pereira  Rego,   quando,   imprevistamente,     numa    dependência  ao  lado
nasceu uma criança, cuja mãe tinha sido recolhida em caráter excepcional,
pela  Ambulância  do  Hospital.  Este  poema  foi   escrito  nessa  ocasião.  )


(Poema de JG de Araujo Jorge -  do livro
" Cantiga do Só  "  2a edição 1968 )


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