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" Num Bar "
Amigos!... Quero erguer o meu copo um segundo
a esta hora... que ela existe, a esta presente, e é certa!
Um brinde ao nosso encontro... ao nada, que é profundo, e
a noite, sem amor, que vai alta a deserta . . .
Pra que filosofias vãs ? A vida é incerta...
A bebida é o prazer... Que importa de onde oriundo?
- É essa fuga em que a gente encontra a porta aberta
e sai, como se fora um rei, senhor do mundo!
Um brinde a essa ilusão que nos faz livres, puros,
sem a falsa razão das grades rotineiras,
de copo à mão, saltando sobre os altos muros...
E aos bêbedos... irmãos franciscanos, - irmãos
dialogando com a noite, - imagens verdadeiras
dos nossos próprios sonhos trôpegos e vãos...
(Poema de JG de Araujo Jorge - do livro
" Cantiga do Só " 2a edição 1968 )
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