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" No Soberbo... "
(Em Teresópolis)
Camarote de Deus, no alto da serra !
Aos nossos pés, como cachoeira verde,
as encostas despencam pelas faldas
das montanhas, - imensas esmeraldas!
É um púlpito do Soberbo! E Deus nos fala
da altura destes picos silenciosos
que ao sugerirem órgãos gigantescos
enchem de acordes musicais o espaço!
Sobre o infinito azul, em riste, ereto,
eis o "Dedo de Deus", num gesto altivo
de quem impõe silêncio aos circunstantes
para que todos possam deslumbrados,
assistir ao espetáculo de Deus
representando a sua própria Obra !
(Soneto de JG de Araujo Jorge - do livro
" Cantiga do Só " 2a edição 1968 )
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