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" Diante do Paraíba,
em
Campos "
(Lembrando-me
do meu "velho" rio Acre...)
Com essa longa estiagem, (teus barrancos à mostra,
o casario ao longe,
cinzentas dunas de areia
e essa brisa impregnada de saudade e fragrância)
- desembocas na minha infância...
De repente sou capaz de ouvir o "tcháa. . . tcháa..."
monótono, dos remos das catraias,
em minhas reminiscências . . .
(Desembocas na minha infância
sem voltas, sem confluência, sem desenganos),
- e estou diante de ti vestido só de inocências,
branquinho e nu como um bago de ingá
espadanando na água os meus oito anos...
De repente sou capaz de ouvir o mesmo "tcháá tcháá...
de desenterrar ovos de tartarugas
de tuas praias,
e de encontrar até
lá na curva distante,
estirado, no sol, um jacaré
Ó lendário Paraíba de tantos sonhos e andanças,
(por que é que as tuas águas grisalhas, são tão barrentas?)
- de repente te vejo a correr em meu destino
e em velhas lembranças,
e encontro-te assim, em minha emoção,
ressuscitas e acalentes
um menino
em meu coração...
(Poema de JG de Araujo Jorge - do livro
" Cantiga do Só " 2a edição 1968 )
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