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" Poema Nº 17 "
(Alma Sedenta de Emoções)
Minha alma quer emigrar
sedenta de emoções, ansiosa de beleza...
Quer sacudir aos céus e ao sol de outras paragens
e de outra natureza
as asas cheias de pó... asas cheias de esplim.
Minha alma é como o mar,
minha alma é como o oceano
sem começo, sem fim...
À superfície: a eterna inquietação do meu destino
humano,
- nas profundezas:
as ignotas correntezas
de um "gulf-stream"!
Minha alma é como o mar
e os meus sonhos (esses que sonham impossíveis viagens!)
são as náufragas mensagens
que as minhas ânsias vão deixando atrás
a boiar...
E os meus veros, - são apelos incompreendidos e ignorados,
S.O. S. de poesia
na angústia da minha vida,
e hão de ficar para sempre desconhecidos e encerrados,
numa garrafa vazia
perdida
na imensidão do mar!...
E em que longes, e em que terras, e em que dia
hão de os homens a encontrar?!
( Poema de J.G . de Araujo
Jorge
extraído do livro "Cânticos" - 1941)
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