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"Soneto" (Eterna Adorada)
Mihail Eminesco
1850-1889
Quando a própria voz dos pensamentos se cala
e em mim ressoa um canto doce e piedoso,
então, te invoco; ouvirás o meu apelo?
Das brumas frias em que nadas, irás libertar-te?
Irão iluminar a noite profunda
os teus olhos grandes, portadores de paz?
Ressurges das sombras dos tempos idos,
para ver-te voltar - como em sonho, assim, viva!
Desces devagar... perto, mais perto,
aconchegas-te novamente sorrindo à minha face,
oh, teu amor como um suspiro mostra-o,
com tuas pestanas tocas as minhas pálpebras,
que eu sinta a vibração do teu abraço
perdida para sempre, eterna adorada.
Tradução de Nélson Vainer.
in
"Os Mais Belos Sonetos que o
Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a edição
- 1963
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