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 João de Deus
1830 -1896


A alma poética do povo português. Poeta, por essência.
Jornalista, em passagem. Pedagogo, por intuição. Político, ao acaso.

João de Deus Ramos nasceu em 8 de Março de 1830,
em São Bartolomeu de Messines, Portugal, filho de
José Pedro Ramos e, de Dona Isabel Gertrudes Martins.

A primeira instrução recebe-a em casa, com a mãe,
fato que se revelará fundamental, anos mais tarde,
na elaboração da Cartilha Maternal, cujo método criativo,
a que chega por intuição, caracteriza-se, de uma forma
natural e simples, em ensinar a ler e a escrever o português.

Parte para Coimbra, ingressa no Seminário e termina
por cursar a Faculdade de Direito.

Casa-se tarde, com D. Guilhermina Battaglia, de quem
tem cinco filhos – dois rapazes e três raparigas -
sendo forçado a abandonar a vida boêmia de então.

Indiferente as escolas literárias, o poeta mantêm-se,
atavicamente, ligado à sua verdade, simples, ardente,
encantada e elevada. Os temas fundamentais da sua lírica
são Deus e a mulher, o transcendente e o erótico.

João de Deus faleceu a 11 de Janeiro de 1896, tendo,
o seu funeral, sido uma nova manifestação nacional.
Sepultado, inicialmente, nos Jerônimo, foi
posteriormente transladado, para o Panteão Nacional.

As suas poesias foram reunidas na coletânea
"Campo de Flores", publicada em 1893, incluindo-se
nesta, duas obras anteriores: "Flores do Campo" e "Folhas Soltas".

in
"Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
  J.G . de  Araujo Jorge - 1a edição - 1963

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