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Gomes Leal
1848-1921
Antônio Duarte Gomes Leal,
poeta e prosador, nasceu em Lisboa em 1848 e faleceu em 1921.
Filho ilegítimo de um funcionário do Estado. Freqüentou o Curso
Superior de Letras, não chegando a terminá-lo. Ao ler as obras de
Marx, Darwin, Renan e Proudhon, entusiasma-se com o socialismo,
aproximando-se ideologicamente de Antero de Quental e Oliveira
Martins.Poeta romântico, participou, do parnasianismo, e acabou por
deixar transparecer influências de Baudelaire, daquilo que se convencionou
chamar de "satanismo." na obra do poeta das "Flores do mal".
Depois da morte da mãe, que o deixa na miséria, converte-se ao Catolicismo,
sendo recolhido em 1913 por uma pessoa piedosa. Dormia de casa em casa, ou
nos bancos da praça pública, e chegou a ser apedrejado pelos garotos da rua, até
que escritores como T.Pascoaes lançaram um apelo a seu favor, conseguindo que
o Parlamento lhe votasse uma pensão anual, que foi o seu sustento até à morte, em 1921.
Escreveu: O Tributo de Sangue (1873), A Canalha (1873), Claridades do Sul (1875), A Fome de Camões (1880), A Traição (1881), O Renegado (1881), História de Jesus (1883), O Anti-Cristo (1886), Fim de Um Mundo (1900), A Mulher de Luto (1902), A Senhora da Melancolia (1910).
in
"Os Mais Belos Sonetos que o
Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a edição
- 1963
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