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"  Crepúsculo  " 
                                              Espínola de Mendonça (Açores)
                                                                      1891-1944


Começa a entardecer. Amor, é tarde...
Descansa no meu peito a tua fronte,
e vê o Sol baixando no horizonte,
em chamas de ouro, como brilha e arde.

Agora, resignados, sem alarde,
vamos descendo a encosta deste monte.
Já não tenho mais versos que te conte,
e nem um verso eterno em que te guarde!...

Calam-se os passarinhos no arvoredo.
- É a noite que vem. Não tenhas medo.
Acabaram-se os cantos festivais.

Silencio. Solidão. Ninguém se afoite...
Anoitecer que importa, se é de noite
que os beijos de quem ama sabem mais?!


Francisco Espínola de Mendonça
in
"Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
  J.G . de  Araujo Jorge - 1a edição - 1963

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