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Sonetilho 3.° de Violante de Cisneiros
Armando Cortes-Rodrigues
1891-1971
Quando a paisagem recolhe
seus olhos, na tarde calma,
é como alguém que se olhe
com olhos de alma pra alma.
Se a paisagem esmorece
fechando os olhos doridos,
é como alguém que perdesse
a noção dos seus sentidos.
Não vê... não ouve... não fala...
Paisagem de si ausente,
fico-me ausente de olha-la.
Caminho! Noite cerrada!
Sou a paisagem de ausente
toda em mim transfigurada.
in
" Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - Vol. II - 1a ed.
1966
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