jg_top2.gif (4392 bytes)




*****************************************


“ Os Rouxinóis”
                                                  Antonio Fogaça
                                                             1863 – 1888


No meu jardim, num cedro em que a frescura
e a flor da novidade vêm brotando, 
pousa, por vezes, um ditoso bando
de alegres rouxinóis, entre a verdura. . .

Quando ali vou, tristíssimo, à procura 
de sossego e de luz, de quando em quando, 
sinto-os vir e pousar, ouço-os cantando 
no doce idílio de uma paz obscura.

E, desditoso, eu lembro com saudade, 
último brilho do meu peito ardente, 
que assim também, num íntimo vigor,

sobre o flóreo jardim da mocidade, 
cantaram na minh'alma alegremente, 
como no cedro, os rouxinóis do amor!...

Antonio Fogaça
in
" Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
  J.G . de  Araujo Jorge - Vol. II - 1a ed.   1966

*****************************************



Home