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Afonso Duarte
Joaquim Afonso Fernandes Duarte
Nasce a 1 de Janeiro de1884 na aldeia
da Ereira, freguesia de Verride, Portugal.
Filho de Henrique Fernandes Duarte e
D. Maria Pereira Cantante.
a 5 de Março de 1958 - Morre em Coimbra,.
Foi sepultado no cemitério da Ereira.
Poeta difícil de agrupar em qualquer movimento ,
Afonso Duarte integrou primeiro o saudosismo,
colaborou ativamente com a Presença e veio a
ser admirado pelos neo-realistas. Foi um poeta
de relevo nacional. A sua obra, embora pouco
divulgada junto do grande público, influenciou
muitos poetas posteriores. A sua poesia mantém
uma atualidade assinalável e caracteriza-se por
uma expressão muito pessoal onde sobressai um
certo tom profético e ao mesmo tempo familiar.
O livro Ossadas pertence à fase mais adiantada
da sua obra, toda ela muito próxima da natureza
e procurando interrogar o seu mistério – não um
mistério voltado para a transcendência, mas para
as coisas concretas (as pedras, a água, o sol, a
terra), na mais pura imanência do seu ser.
Estamos perante poemas breves, textos sóbrios que
captam, na sua concisão epigramática, a intensidade
de certos instantes privilegiados e geralmente
fiéis à paisagem do Baixo Mondego (em especial, a
pequena ilha da Ereira), transmitindo-nos uma
emoção contida, que tende a ossificar os próprios
sentimentos e quase transforma cada poema numa
lápide, levando o "eu" a refugiar-se na textura
mineral das pedras.
Obras: Os Sete Poemas Líricos (1929), Ossadas (1947),
Post-Scriptum de um Combatente (1949), Sibila (1950),
Canto da Babilónia (1952), Canto de Morte e Amor (1952),
Obra Poética (1956), Lápides e Outros Poemas (1960), etc.
in
" Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - Vol. II - 1a ed.
1966
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