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Francisco Villaespesa
1877-1936
" Amor de Preso
"
Lembra a minha .vida
o martírio lento
da folha caída
nas malhas do vento.
Dou-a por perdida
e a sós me lamento
na torre esquecida
do meu pensamento.
Entre escombros vivo!
Quem vive penando
é como os dementes...
E eu sei de um cativo
que morreu beijando
as próprias correntes !
Obs.: - Os sonetos de Villaespesa, em tradução de Osório Dutra,
pertencem ao livro intitulado: "Só para mim", Barcelona, 1947.
in
" Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - Vol. II - 1a ed.
1966
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