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" MÃO
"
Marcela Sánchez Coquillat
Contemporânea - 1923
Jaz sobre o meu caminho desmaiada,
longe de ti, nem minha, nem sentida,
fria flor rubra e branca, adormecida
em sono de magnólia e de granada.
Nave de cinco mastros ancorada
no porto extremo norte, em minha vida,
branco doer de gaze sem ferida,
espuma em minha costa atormentada.
São cinco as chamas vivas e vermelhas
- um renascer de cinza - que crepitam
num delírio de inócuas queimaduras,
jaz a flor em seu talo sem abelhas,
cinco pétalas brancas a limitam
sulcada pelo azul dessas nervuras.
Tradução de Pedro Paulo Gavazzoni Silva (Inédita)
in
" Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - Vol. II - 1a ed.
1966
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