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" Soneto "
Guillermo Diaz Plaza
Tomo-te a mão que para mim se estende
nesta penumbra cúmplice e calada
igual a uma açucena desmaiada
que acaricia o cravo que a defende.
Oh!brancura de neve que me acende
em certa primavera inaugurada!
Estremecida já, desfigurada
ao gesto que domina e compreende.
- Somente mão? Somente um cego impulso
de flor cortada inútil ao sentido?
Pérola só sobre o encaixe fechado?
- Só essa mão sobre a que bate um pulso
e de onde sem repouso e sem ruído
o coração segreda seu recado.
Tradução de Pedro Paulo Gavazzoni Silva
in
" Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed.
1966
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