jg_top2.gif (4392 bytes)




*****************************************


José de Espronceda
1808-1842


 "
A Um Rouxinol "

                                                            

Canta de noite, canta de manhã, 
rouxinol, na floresta, teus amores 
canta, que há de chorar, quando tu chores, 
a madrugada, sobre a flor louçã.

Tinto o céu, de amaranto e de romã, 
a brisa vesperal, por entre as flores, 
suspirará também por tuas dores, 
de triste amor, essa esperança vã .

E na noite serena, aos raios frios
da lua silenciosa, teus cantares
pelo bosque sombrio ecoarão,

e vertendo os seus doces amavios,
como bálsamo suave, em meus penares,
teus cantos minha dor adoçarão.


Tradução de Mello Nóbrega
in

" Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"

  J.G . de  Araujo Jorge - 1a ed.   1966

*****************************************



Home