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José de Espronceda
1808-1842
" A Um
Rouxinol "
Canta de noite, canta de manhã,
rouxinol, na floresta, teus amores
canta, que há de chorar, quando tu chores,
a madrugada, sobre a flor louçã.
Tinto o céu, de amaranto e de romã,
a brisa vesperal, por entre as flores,
suspirará também por tuas dores,
de triste amor, essa esperança vã .
E na noite serena, aos raios frios
da lua silenciosa, teus cantares
pelo bosque sombrio ecoarão,
e vertendo os seus doces amavios,
como bálsamo suave, em meus penares,
teus cantos minha dor adoçarão.
Tradução de Mello Nóbrega
in
" Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed.
1966
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