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Francesco Petrarch      -       Dante Alighieri

 Sonetos  Espanhóis
            
Apresentação              


O Renascimento cultural, surgido na Itália, - tal como aconteceu com a literatura da 
maioria dos países europeus - influenciou também decisivamente as letras espanholas, 
até então dominadas pelo gosto provençal. Os poetas ibéricos imitavam Dante a Petrarca 
compondo longos poemas em tercetos, lapidando sonetos, produzindo dentro das formas
novas do classicismo renascente .                                                                                        
O Marquês de Santilhana já compunha sonetos, no Século XV, segundo os moldes que 
chegavam da Itália . Cervantes, que se imortalizaria com o D. Quixote, foi também 
sonetista, a deixou um que se tornou dos mais populares nas letras espanholas:

"Vive Dios que me espanta esta grandeza".

Um outro soneto, talvez o mais popular, gracioso e corrente, em que se mesclam o 
sentimento lírico e o humor, é o de Lope de Vega:

"Um soneto me manda hacer Violante",

De um modo geral os escritores espanhóis produziram obra vasta, a muitas de suas 
criações, como prova de sua alta qualidade, num refluxo cultural, foram influenciar 
por sua vez as letras italianas, francesas, e a própria literatura mundial. É o caso desse 
extraordinário. Cervantes com o seu D. Quixote, obra prima do humor universal, que se 
transformou num dos marcos literários de todos os tempos .
Fato estranho é que os poetas brasileiros - apesar de ser o espanhol o idioma mais próximo 
do nosso, - nunca se interessaram em traduzir obras da literatura espanhola, e muito pouco 
realizaram, se compararmos, por exemplo, com as traduções feitas do francês, a mesmo do 
inglês. Talvez, quem sabe, a razão se explique justamente pela grande semelhança dos dois 
idiomas - o português e o espanhol - quase não havendo necessidade de traduções para que 
possam ser lidos a entendidos pelos dois povos, indistintamente .
Nesta antologia apresentamos uma razoável contribuição de trabalhos espanhóis, a talvez 
entre os mais belos sonetos que aqui se encontram, um seja o de Francisco Rodrigues 
Marin, a outro, o de Cerardo Diego, dois poetas contemporâneos.
Ambos os poetas, Francisco Marin a Gerardo Diego, poetas modernos, exaltaram o soneto.
O primeiro, ensaísta e crítico, dedicou-lhe estudos históricos; o segundo, reconheceu-lhe a 
perenidade:                                                                                                                                 

J. G. De Araujo Jorge
             
in

" Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"

  J.G . de  Araujo Jorge - 1a ed.   1966

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