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" A Donzela
Diz: "
Goethe,
Johann Wolfgang
1749-1832
Amor, lembras-me, ao ver-te carrancudo,
o teu busto de pedra arrefecida:
como este, não me dás sinal de vida;
e mais do que ele está fechado a mudo.
Oculta-se o inimigo do escudo,
o amigo deve andar de fronte erguida .
Foges de mim, qae após ti vou, dorida;
pára! Não anda o mármore sisudo.
Ah, para qual dos dois voltar-me devo?
A frieza dos dois hei-de agüentar,
de ti que és vivo, e dele, sem alento?
Basta de queixas vãs! Em doce enlevo
tão longamente a pedra vou beijar
que dela enfim me arrancarás ciumento!
Goethe, Johann Wolfgang
Tradução de Eugenio de Castro (Português)
in
" Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed.
1966
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