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Tomás Vieira Da Cruz 


                              
Angolano de poesia e de coração, embora nascido em Portugal. 
Impregnou-se da paisagem e dos motivos humanos africanos, 
fixando-os com força e emoção em sua poesia.

Poeta e jornalista, nasceu em 1900, em Constância, no Ribatejo, 
e faleceu em Lisboa em 1960, sendo seu corpo, trasladado, 
a seu pedido, para Angola. 

Dele escreveu Mário Antonio (ABG Diário de Angola, 10 de junho de 1966)
"E certo ser Tomas Vieira da Cruz o ciso poético melhor dimensionado 
de quantos surgiram em Angola, quiçá no Ultramar Português 
nos últimos trinta anos".

Viveu em Angola, em Novo Redondo, pequena vila na foz do rio Ngunza. 
Esteve no Brasil, em 1950, quando foi recebido pela 
Academia Brasileira de Letras. 

Em 1938 foi-lhe concedido pela Emissora Nacional o titulo de 
"Príncipe dos poetas portugueses".

Em colaboração com Luiz Malta e Fernando Leiro, publicou 
o jornal literário: "Mocidade".

Obra: "Quissange, saudade negra", "Victoria de Espanha", 
"Tatuagem", e "Cazumbi".
 Deixou um livro inédito: "Alegro-triste".
                   


" Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"

  J.G . de  Araujo Jorge - 1a ed.   1966

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