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"  Soneto de Anivesário " 
                                                   Vilmar Rangel 


Outubro vai findando, amor, lá fora... 
E à medida que os anos vão passando, 
um doce pensamento revigora 
o amor que em maio estava madurando.

Ainda hoje este amor é um sol queimando, 
um sol que em nós inflama a toda hora, 
que abrasa sem motivos, onde ou quando, 
e aquece a vida, antes, como agora.

O amor que mais guardei é todo teu. 
E assim hei de viver sempre a querer-te 
e assim hás de viver em mim, sozinha.

a relembrar um bem que é todo meu: 
esta calma que sinto só de ver-te 
e esta certeza de saber-te minha!


Vilmar Rangel, (1937)
Campos, Estado do Rio de Janeiro.

in
"Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
  J.G . de  Araujo Jorge - 1a edição - 1963

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