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"
 Romeu e Julieta  " 
                    S. Suannes


Verona dorme; o plenilúnio vela; 
dois violinos soluçam, longe, em dueto; 
anda alguém nos jardins de Capuleto 
a se ocultar nas sombras com cautela.

Chega ao solar sombrio o vulto preto; 
pega a escada de cordas e, por ela 
vai ao balcão em que suspira a bela . . . 
(Cena para o pincel de Tintoreto).

Os corações palpitam de desejos,
na alcova, a ardente música dos beijos,
horas de amor, de sonho, de poesia...

A noite expira e a aurora surge, linda: 
- "já vais partir, Romeu? É noite ainda." 
- "Canta a calhandra... Adeus, Julieta, é dia!"


S.. Suannes (1899/1966).
Antônio Alonso Silvinho Suannes). 
Santa Cruz do Rio Pardo, S. Paulo.

in
"Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
  J.G . de  Araujo Jorge - 1a edição - 1963

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