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" Culpas de Amor "
Oscar
Baptista
Pelas culpas de amor, que me condenas
indefeso, a expiar, como um traidor,
eu não posso, nem devo, as duras penas
sem revolta sofrer, do teu rigor.
Como pensar que tuas mãos, pequenas
e delicadas pétalas de flor,
tracem as frases más, com que envenenas
meu ser, e a taça esgote do amargor?
Não faças mais de mim tão triste juízo ...
Vem ver-me, e treze os beijos e o sorrio
com que a amargura tanta vez me adoças.
Desculpas não te peço, e nem escusas
pois que as culpas de amor de que me acusas,
não são minhas, nem tuas, mas, são nossas.
Oscar Baptista (1873/1951)
Cambuci, Estado do Rio de Janeiro.
in
"Os Mais Belos Sonetos que o
Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1963
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