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" Romance "
Octavio Rocha
"- Venha me ver sem falta, estou velhinha.
Iremos recordar nosso passado.
A sua mão quero apertar na minha,
quero sonhar ternuras ao seu lado. . . "
Respondi, pressuroso, numa linha:
- "Perdoe-me não ir... ando ocupado..."
Amei-a tanto, quando foi mocinha,
e de tal modo também fui amado.
Passou a mocidade, num relance...
Hoje estou velho, velha está...
Suponho que perdeu da beleza os vivos traços...
Não quero ver morrer nosso romance:
- prefiro tê-la, jovem, nos meus sonhos,
do que, velha, apertá-la nos meus braços!
Octávio Rocha, Mogi-Mirim. S. Paulo, (1891).
Soneto retirado a um velho recorte do "Correio da Manhã", sem data.
Transcrevendo-o numa crônica na revista "Jóia",
o poeta escreveu-me, identificando-se. Não tinha livro publicado.
in
"Os Mais Belos Sonetos que o
Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1963
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