jg_top2.gif (4392 bytes)



*****************************************
             
              
" Ifigênia-reencontro  "              
                                      Octavio Mora



Deparamos com ela de regresso
e era a mesma Ifigênia que ficara
com o mesmo sorriso em toda a cara
e o mesmo rio no seu corpo impresso.

Encontramos o tempo e seu progresso:
Ifigênia era a mesma, não mudara,
Ifigênia, tão límpida e tão clara
que nunca possuiu nenhum recesso

onde a luz desaguasse que não fosse
nela mesma. Ifigênia transparente,
atravessando a luz ficava intacta,

atravessando a morte ficou doce:
atravessamo-la perpetuamente
Ifigênia, cristal de longa data.


Octavio Mora (1933)
Rio de Janeiro - Guanabara

in
"Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
  J.G . de  Araujo Jorge - 1a ed.   1963

*****************************************


Home