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" Ifigênia-reencontro "
Octavio
Mora
Deparamos com ela de regresso
e era a mesma Ifigênia que ficara
com o mesmo sorriso em toda a cara
e o mesmo rio no seu corpo impresso.
Encontramos o tempo e seu progresso:
Ifigênia era a mesma, não mudara,
Ifigênia, tão límpida e tão clara
que nunca possuiu nenhum recesso
onde a luz desaguasse que não fosse
nela mesma. Ifigênia transparente,
atravessando a luz ficava intacta,
atravessando a morte ficou doce:
atravessamo-la perpetuamente
Ifigênia, cristal de longa data.
Octavio Mora (1933)
Rio de Janeiro - Guanabara
in
"Os Mais Belos Sonetos que o
Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1963
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