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" Celeste Aída "
Nilo
Aparecida Pinto
Entra no templo... e, loura assim, parece
que a luz do sol, que a segue e se extasia,
entra com ela, e, abandonando o dia,
nos seus cabelos fulvos resplandece.
Sob as dobras do véu, pálida e esguia,
ajoelha-se. De súbito, entristece...
E, enquanto o lábio rumoreja a prece,
o rosário de súplicas desfia...
Hinos enchem as naves silenciosas...
E, aos olhos dela, em místico transporte,
desmaiam círios, estremecem rosas...
Ó branca flor de luar, Celeste Aída,
roga um céu para mim, depois da morte,
ou transforma num céu a minha vida! . . .
Nilo Aparecida Pinto, (1911)
Caratinga, Estado de Minas.
in
"Os Mais Belos Sonetos que o
Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1963
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