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Mauro Mota
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Elegia nº 10 "
As mãos leves que amei. As mãos, beijei-as
nas alvas conchas e nos dedos finos,
nas unhas e nas transparentes veias.
Mãos, pássaros voando nos violinos.
Abertas sempre sobre os pequeninos,
mãos de gestos de amor e perdão cheias.
Mãos feitas para construir destinos
no céu, no mar, nas tépidas areias.
As mãos que amei em todos os instantes.
A carícia das mãos que iam colhe-las
eram as rosas que colhiam antes.
Se parecem dormir, não as despertes.
As mãos que amei, que desespero vê-las
cruzadas, frias, lânguidas, inertes.
Mauro Ramos da Mota e Albuquerque -
nasceu em Recife, PE, em 16 de agosto de 1911,
e faleceu na mesma cidade em 22 de novembro de 1984.
in
"Os Mais Belos Sonetos que o
Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1963
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