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" Ideal  "
                                  Joaquim Belmonte


Branca, ideal, angélica, franzina,
meiga e gentil, celeste e vaporosa,
ela semelha às pétalas de rosa,
rorejada das gotas de neblina!

Parece um lírio, à hora da matina,
a balouçar-se na haste melindrosa!
Ou, quando a tarde morre langorosa,
a violeta azul e pequenina!

Tem no olhar a luz que se irradia
dos olhos de uma esplêndida judia,
que ao lembrar-se da pátria chora e canta . . .

E, quando os lábios a sorrir descerra,
é mais um anjo do céu do que da terra,
"não parece mulher, parece santa"!


Joaquim Belmonte
“A Mulher Na Poesia Brasileira”

in
"Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
  J.G . de  Araujo Jorge - 1a ed.   1963

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