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" As Duas Palmeiras "
Jacinto
de Campos
Quando passo buscando a humana lida,
a alma tecida de ilusões tão várias,
junto à velha choupana carcomida
vejo duas palmeiras solitárias.
Uma já morta, outra reverdecida,
num desmancho de palmas funerárias,
e ao som da harpa do vento, a que tem vida,
saudosa plange salmodias e árias.
- Ó tu, que me olvidaste no caminho,
meu coração deixando como um ninho,
sozinho e triste, ao vento balouçando...
A saudade me diz, como em segredo:
que és a palmeira que morreu bem cedo,
e eu sou aquela que ficou chorando.
Jacinto Barbosa de Campos,
Canavieiras, Bahia. (1900)
Irmão de Sabino e Astério de Campos, poetas.
in
"Os Mais Belos Sonetos que o
Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1963
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