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" A Dama do Meu Destino "
Ildefonso
Falcão
Crede, Senhora minha, todo o travo
desta acabrunhadora angústia imensa,
provém tão só de um vosso duro agravo,
da aspereza de vossa indiferença.
Escarneceis de quem, por ser um bravo,
ousou subir até vossa presença;
mas que teria sido vosso escravo
se o houvesses ditado por sentença.
Amo-vos... Para minha mor tristura,
nunca supus que esta ânsia indefinida
importasse em tamanha desventura!
E sem cuidar de amor tão fundo e vero,
fingis que não me vedes pela Vida,
e odiais-me pelo muito que vos quero!
Ildefonso Falcão,
Mendes. Estado do Rio. (1892/ 1958)
in
"Os Mais Belos Sonetos que o
Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1963
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