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" À Minha Esposa "
Freitas
Guimarães (1873/1944)
Na cabeleira farta e perfumada,
farta ainda hoje e perfumada ainda,
descobriste depois de já penteada,
um fio branco de uma graça infinda.
Uma nuvem passou, na iluminada
esfera dos teus olhos! E eu, mais linda
acho que estás agora, assim ornada
da nobre jóia com que Deus te brinda.
Pode a neve cair em teus cabelos,
transformando os esplêndidos novelos
que têm do ébano a cor, em alva prata!
Os poderosos e risonhos laços
de amor, que me prenderam nos teus braços,
só a morte cruel é que os desata.
José de Freitas Guimarães,
Estado de Minas - (1873/1944)
in
"Os Mais Belos Sonetos
que o Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1963
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