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"
Suplício Eterno "
                                                              Francisco Mangabeira (1879/1904 )


Não devo amá-la, e amo-a com loucura.
Quero esquecê-la, e trago-a na lembrança...
Ai, quem me livra deste mal sem cura,
a que o destino trágico me lança?!

Uma nuvem de tédio e de amargura
cobre-me a loira estrela da esperança...
Tudo cansa por fim na vida escura,
só este amor infindo é que não cansa.

Se os olhos cerro, vejo-a nos meus sonhos...
Se à noite acordo, sinto que enlouqueço,
de uma angústia nos vórtices medonhos.

E esta morte, em que vivo, jamais finda,
pois, quanto mais procuro ver se a esqueço,
sinto que a adoro muito mais ainda !


Francisco Cavalcanti Mangabeira,
Salvados, Estado da Bahia. (1879/1904 )
in

"Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
  J.G . de  Araujo Jorge - 1a ed.   1963

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