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" Elas... "
Flamínio
Caldas (1886/1907)
À
Luiz Peixoto
Elas aí vêm! Cessai o vosso canto,
aves do azul! . . . Rio, passai mansinho...
Vento, parai! Não lhes causeis espanto
que elas sozinhas vêm pelo caminho...
Como num sonho - singular encanto !-
tudo me ouve por fim . . . Devagarinho
o silêncio se faz em torno, enquanto
passam as duas a falar baixinho...
Escondidos, ouvimos a conversa . . .
Da voz delas a dúlcida harmonia
pelo ar se evola, rápida, dispersa . . .
Falam de amor, entreolham-se, e, passando,
mal calculam que sob a ramaria,
por elas, corações ficam pulsando...
FLAMINIO CALDAS,
Campos, Estado do Rio (1886/1907)
Não deixou livro publicado.
in
"Os Mais Belos Sonetos que o
Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1963
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