
![]()
*****************************************
" FIM "
Nunes Bittencourt
Hoje marcamos o destino nosso;
na encruzilhada que nos pôs distantes
não mais podes voltar ao que eras dantes
ao que era dantes eu voltar não posso.
Doutros caminhos afinal me aposso
somos estranhos nós: itinerantes,
não olhas os meus passos oscilantes
sinto-te longe e nada me alvoroço.
Vou porque vim, sem rumos nem caminhos,
não sinto mais as chagas dos espinhos,
não sei para onde vou nem porque vim.
Mas vou fugindo, vou rolando a esmo,
devo eu andar à roda de mim mesmo
para tão cedo ter chegado ao fim.
Nunes Bittencourt, - Soneto retirado à coletânea
"Nova coletânea selecionada de 200 sonetos"
de Arrelia Sampaio Arruda. Sem indicações biográficas.
in
"Os Mais Belos Sonetos que o
Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1963
*****************************************![]()