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" FIM  "              
                                       Nunes Bittencourt



Hoje marcamos o destino nosso;
na encruzilhada que nos pôs distantes
não mais podes voltar ao que eras dantes
ao que era dantes eu voltar não posso.

Doutros caminhos afinal me aposso
somos estranhos nós: itinerantes,
não olhas os meus passos oscilantes
sinto-te longe e nada me alvoroço.

Vou porque vim, sem rumos nem caminhos,
não sinto mais as chagas dos espinhos,
não sei para onde vou nem porque vim.

Mas vou fugindo, vou rolando a esmo,
devo eu andar à roda de mim mesmo
para tão cedo ter chegado ao fim.



Nunes Bittencourt, - Soneto retirado à coletânea
"Nova coletânea selecionada de 200 sonetos"
de Arrelia Sampaio Arruda. Sem indicações biográficas.

in
"Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
  J.G . de  Araujo Jorge - 1a ed.   1963

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