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" Marinha "
Fernando
Torquato Oliveira (1913 ).
Daquele dia breve, inesperado,
recordo a areia, o finar, a vastidão,
gravados com requintes de artesão
no reverso do mundo iluminado.
Recordo o pormenor de uma canção,
gente no dorso liquido, boleado,
o teu nudismo quase consumado,
o zumbido difuso da extensão...
Vagas avultam, prontas ao massacre,
e vagas de cristal... tocando, algumas,
teus pés de unhas polidas, cor de lacre.
Recordo o fundo azul, teu corpo, brumas,
o cheiro, mais sabor, mesclado de acre,
do "champanhe" espoucante das espumas.
Fernando Torquato Oliveira, Rio de Janeiro, Guanabara, (1913 ).
Figura com excelentes traduções de Ronsard, Petrarca,
e de outros poetas, no volume III, (Poesia européia e americana)
de minha antologia: "Os Mais Belos Sonetos Que o Amor Inspirou".
in
"Os Mais Belos Sonetos
que o Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1963
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