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"
Rompimento "
                                             Emilio Kemp (1874/1956).



Já que é preciso haver um rompimento
acabe o nosso amor, acabe tudo...
E eu, perturbado, inconsolável, mudo,
retorne à solidão e ao sofrimento.

De mim não ouvirás nem um lamento
pois de sofrer, meu peito ficou mudo.
Nem um gemido, nem um ai! Contudo
te seguirá meu triste pensamento...

Que desgraçado que me vejo agora!
Quem me ampara? Quem esta mágoa sabe
acalmar? Quem me cura esta ferida?

Para teu próprio alívio, - ó alma, chora!
E assim, por entre lágrimas, acabe
o romance melhor da minha vida!


Emílio Kemp, (1874/1956).
Niterói, Estado do Rio.
in

"Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
  J.G . de  Araujo Jorge - 1a ed.   1963

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