
![]()
*****************************************
" Plagon "
Celso
Vieira (1877)
Glória imortal da helena fantasia,
maravilha da Forma encantadora!
Não seria mais bela, nem seria
mais orgulhosa se uma Deusa fora.
Ei-la que passa: rútila, irradia
dos seus cabelos a alvorada loura;
ao vê-la, a gente evoca a sinfonia
do mar da Jônia à Vênus tentadora.
Ei-la que passa: tudo se ilumina
à luz de seus olhares; tudo exalta
seu porte, ao som de sua voz divina . . .
E os anjos voam no infinito ao vê-la,
pois desejam saber se acaso falta
no cortejo da noite alguma estrela!
Celso Vieira,
Garanhuns, Pernambuco (1877).
in
"Os Mais Belos Sonetos
que o Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1963
*****************************************![]()