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" Flor Incógnita "
Celso
Pinheiro (1887)
Por essas tardes doces de novenas,
tive um sonho de todo imaginário:
fazer das minhas rimas um rosário
para ofertar-te, irmã das açucenas!
Tu, que és a inveja viva das morenas
e a pérola gentil do meu rimário
guardá-lo-ias, como um relicário,
no teu seio de arminhos e de penas. . .
E se fosses ao templo, como agora,
às tuas orações de tanto enlevo,
bendiria este amor Nossa Senhora. . .
Meu Deus, como seríamos felizes!
Tu rezando os Sonetos que te escrevo,
eu rezando as palavras que me dizes...
Celso Pinheiro, Barras, Estado do Piauí. (1887)
in
"Os Mais Belos Sonetos
que o Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1963
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