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Cecília Meireles,
em desenho de Apard Szènes
" A Inominável "
Leve... - Pluma . . . Surdina... Aroma... Graça...
Qualquer coisa infinita... Amor... Pureza...
Cabelo em sombra, olhar ausente, passa
como a bruma que vai na aragem prêsa . . .
Silenciosa, imprecisa, etérea taça
em que adormece o luar... Delicadeza...
Não se diz... Não se exprime... Não se traça. . .
Fluído... Poesia... Névoa... Flor... Beleza...
Passa. . . - É um morrer de lírios. . . Olhos quase
fechados... Noite... Sono... O gesto é gaze
a estender-se, a alegrar-se... E enquanto vão
fugindo os passos teus, visão perdida,
chovem rosas e estrelas pela vida...
Silêncio! Divindade! Iniciação!
Cecilia Meireles Grilo
nasceu no Rio de Janeiro em 7 novembro de 1901.
faleceu na mesma cidade no dia 9 de novembro de 1964
in
"Os Mais Belos Sonetos
que o Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1963
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