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Castro Alves (1847/1871)
" Soneto a Nobreza D'Alma "
Aqui, onde o talento verdadeiro
Não nega o povo o merecido preito;
Aqui onde no público respeito
Se conquista o brasão mais lisonjeiro.
Aqui onde o gênio sobranceiro
E, de torpes calúnias, ao efeito,
Jesuína, dos zoilos a despeito,
És tu que ocupas o lugar primeiro!
Repara como o povo te festeja...
Vê como em teu favor se manifesta,
Mau grado a mão, que, oculta, te apedreja!
Fazes bem desprezar quem te molesta;
Ser indifrente ao regougar da inveja,
"Das almas grandes a nobreza é esta."
Antonio Frederico de Castro Alves. (1847/1871)
Fazenda de Cabaceiras, Cachoeira, Estado da Bahia.
in
"Os Mais Belos Sonetos
que o Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1963
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