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" Jóia Falsa "
Bastos
Portela (1894)
Amor...Mas, ora o amor! O amor, na vida,
não é, de certo, esta perfídia...Não!
- Primeiro, uma palavra enternecida;
depois, um beijo: após, uma traição...
...Não te digas, porém, arrependida,
nem me prometas mais o teu perdão!
Pois se foste, por vezes, iludida,
também me envenenaste o coração...
Não houve afeto entre nós dois... Havia
um doce enlevo, uma ilusão de amor,
- e um pouco de maldade e de ironia...
Enganei-me. Inda bem que o reconheço...
- És uma simples jóia sem valor,
e eu te comprei pelo mais alto preço!
Bastos Portela
Gentil Bastos Portela (1894)
Recife, Pernambuco
in
"Os Mais Belos Sonetos
que o Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1963
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