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 "
PRECE "
                                           Amélia de Oliveira   
                                                                  ( 1868 / 1945 )


Não te peço a ventura desejada
nem os sonhos que outrora tu me deste,
nem a santa alegria que puseste
nessa doce esperança já passada.

O futuro de amor que prometeste
não te peço! Minha alma angustiada
já não te pede, de impossível, nada,
já não te lembra aquilo que esqueceste!

Nesta mágoa sorvida ocultamente,
nesta saudade atroz que me deixaste,
neste pranto que choro ainda por ti

nada te peço! Nada! Tão somente
peço-te agora a paz que me roubaste,
peço-te agora a vida que perdi!


Amélia De Oliveira, Niterói, Estado do Rio. ( 1868 / 1945 ).
Noiva de Bilac, para quem fez este soneto, após o rompimento
do noivado, imposto por seu irmão mais velho, José Mariano de Oliveira.

in
"Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
  J.G . de  Araujo Jorge - 1a ed.   1963

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