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"Alvares de Azevedo
( 1831 / 1852 )
" Soneto Pálida Luz "
Pálida, à luz da lâmpada sombria,
sobre o leito de flores reclinada,
como a lua por noite embalsamada,
entre as nuvens do amor ela dormia.
Era a virgem do mar! na escuma fria
pela maré das águas embalada...
Era um anjo, entre nuvens de alvorada,
que, em sonhos, se banhava e se esquecia.
Era mais bela! o seio palpitando...
Negros olhos, as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...
Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti as noites eu velei chorando,
por ti nos sonhos morrerei sorrindo!
Manuel Antonio Alvares de Azevedo
(1831 / 1852 ) São paulo Capital
in
"Os Mais Belos Sonetos
que o Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1963
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