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 Alberto de Oliveira
(1857 - 1937)

 " Primeiro Canto "
( Soneto III  )
                                                           

Que ânsia de amar, E tudo me ensina;
a fecunda lição decoro atento,
já com liames de fogo ao pensamento
incoercível desejo ata e domina.

Em vão procuro espairecer ao vento,
olhando o céu, os morros, a campina,
escalda-me o coração coo em tormento.

E à noite, ai! com em mal sofreado anseio,
por ela, a ainda velada, a misteriosa
mulher, que nem conheço, aflito chamo!

E sorrindo-me, ardente e vaporosa
sinto-a vir (vem em sonho) une-me ao seio,
junta o rosto ao meu rosto e diz-me: eu te amo!


    ( Antônio Mariano Alberto de Oliveira
                            Palmital de Saquarema (RJ) 28 de Abril de 1857.

Niterói (RJ) 19 de Janeiro de 1937 )

in
"Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
  J.G . de  Araujo Jorge - 1a ed.   1963

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