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Edna St. Vincent Millay
(1892- 1950)
“Tempo Não Traz Consolo ”
-Soneto II-
Tradução de Ana Amélia Queiroz
Carneiro de Mendonça
Tempo não traz consolo, está mentindo
quem jura que com tempo a mágua passa.
Procuro-o quando a chuva está caindo
quero-o quando olho o mar que a praia abraça.
A neve vai-se aos poucos diluindo
e as folhas do ano findo são fumaça.
Mas o amor que amargava no ano findo
mora em meu coração e o despedaça.
Há lugares que evito com desgosto
de tal forma me exaltam a memória,
mas se olho o novo ambiente de uma sala
que nunca viu o brilho do seu rosto
digo: “Aqui nada lembra a nossa história”
e assim me quedo absorta a relembrá-la.
in
J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana -
Vol. III - 1a edição 1966
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