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Juana de Ibarbourou
(1895- 1979)
“ Amemo-nos ”
Tradução de J. G. de Araujo Jorge
Sob a alameda rósea - o loureiro florido -
amemo-nos. O velho e eterno lampadário
da lua já acendeu seu clarão milenário
e estas ervas no chão são um ninho aquecido.
Amemo-nos. Acaso há algum fauno escondido
junto ao tronco, a espreitar, sob o vulto lendário,
-que chore, ao se encontrar sem amor, solitário,
olhando o nosso idílio e o campo adormecido?
Amemo-nos. A luz da noite é suave e mística
e em si tem não sei que doçura cabalística.
Somos grandes e sós sobre a face dos campos,
e se amam, a faiscar, entre os nossos cabelos,
com vibrações de amor e breves brilhos belos
de esmeraldas em luz os tontos pirilampos.
in
J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana -
Vol. III - 1a edição 1966
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