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Delmira Agustini
Uruguaia (1887-1914)

Nasceu em Montevidéu no dia 24 de outubro de 1887. Muito cedo escreve
seus primeiros poemas e a partir de 1902 colabora em publicações
periódicas nacionais e estrangeiras. Em 1907 edita seu primeiro livro
de poemas, "El Libro Blanco", seguido de "Cantos de la Mañana" (1910)
e "Los Cálices Vacíos" (1913). Precursora lírica de Juana de Ibarbourou.
Sua poesia cantante, emotiva, sensível,ficou como a expressão da alma feminina.

Aos 22 anos conhece Enrique Job Reyes. Contrariando a vontade da mãe
de Delmira, ficam noivos e casam-se após cinco anos. Mas o casamento
não é tão bem-sucedido. Vinte e um dias depois, Delmira retorna à casa
dos pais. "Não suportava tanta vulgaridade."

Ela dá início aos trâmites do divórcio, assinado seis meses mais tarde.
Difícil compreender, mas durante todo esse processo ambos continuam a
se encontrar às escondidas como amantes.

Uma tarde, num dos encontros com o ex-marido, acontece a tragédia.
Reyes dispara duas vezes, matando-a instantaneamente. Ato contínuo,
ele atira em si mesmo, morrendo duas horas mais tarde no hospital.
A imprensa corre ao lugar dos acontecimentos e publica fotos indevidas.
Sabe-se o que aconteceu e como foi, mas ninguém consegue relatar o porquê.

Morre assim, prematura e tragicamente, Delmira Agustini,
em 6 de julho de 1914, na mesma cidade em que nascera.

in
 J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana  -
Vol. III  - 1a edição 1966


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