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Manuel Gonzalez Prada
Peruano
(1848-1918)
“Ao Amor”
Tradução de Luís Antonio Pimentel
Se és bem que foi do céu arrebatado
por que lamentos, dúvidas e pranto,
a desconfiança com seu desencanto
e as noites de desejo alucinado?
Se és mal, neste mundo amargurado
então por que prazeres, riso e canto,
as esperanças e o glorioso encanto,
visões de paz, de um sonho sossegado?
Se és neve por que assim tão vivas chamas?
Se és chama por que este gelo de tal porte?
Se és sombra por que tanta luz derramas?
Por que sombrio se és a luz querida?
Se és a vida, por que me dás a morte?
Se és a morte, por que me dás a vida?
in
J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana -
Vol. III - 1a edição 1966
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