
![]()
***************************************************
Eloy Fariña Nuñez
paraguaio (1885- 1929)
Nasceu em Humaitá, 1885, Paraguai e faleceu em Buenos Aires, 1929.
Poeta, narrador, ensaísta, dramaturgo e jornalista. Prolífico escritor
e um dos poetas modernistas mais renomados do Paraguay, Fariña Núñez
conheceu a Leopoldo Lugones em Buenos Aires, onde residiu durante alguns
anos no princípio do século, em pleno auge do modernismo.
Como Alejandro Guanes, Cecilio Báez e Manuel Gondra, entre outros,
Fariña Núñez integrou a geração de escritores de 1900 cujos membros são
os verdadeiros fundadores da cultura paraguaia moderna.
E igual aos demais integrantes de seu grupo, também escreveu quando ainda
estava muito viva a lembrança da Guerra da Triple Alianza (1864-1870).
Em sua obra, e em particular em seu famoso "Canto secular" (1911), um dos
poemas mais longos da literatura paraguaia, tratou de firmar os valores
espirituais de una nação que renascia da catástrofe, exaltando em seus
versos os mais elevados ideais e condenando os horrores das lutas inumanas.
Espírito de grande cultura clássica, atraído pela música, chegou a ser
imtérprete de peças dos grandes mestres que admirava. Poeta, prosador,
jornalista, foi redator do jornal argentino La Prensa, e ao mesmo tempo
lírico, desdobrou sua poesia em cantos em defesa de seu povo.
Gaspar Octavio Hernandez afirma: "Es, indudablemente el poeta del Paraguai"
Suas obras incluem: um poemário, Cármenes (1922);
um livro de contos, Las vértebras de Pan (1914);
uma recompilação de mitos, Mitos guaraníes (1926);
várias obras de teatro e numerosos ensaios inéditos.
Em 1982 a Editorial Alcándara publicou um volume dedicado
a sua obra poética, titulado simplesmente Obra poética.
in
J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana -
Vol. III - 1a edição 1966
*****************************************![]()